Mestrado ProfEPT do IFSC conquista nota 4 na avaliação da Capes​

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 20 mar 2026 21:27 Data de Atualização: 27 mar 2026 14:46

O Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT) do IFSC subiu de conceito 3 para 4 na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A nota máxima é 5. O resultado divulgado recentemente reflete o compromisso da instituição com a qualidade acadêmica e a relevância social do programa.​

Coordenadora Acadêmica Local do ProfEPT no IFSC, a professora Crislaine Gruber, celebra o avanço como fruto de um esforço coletivo. “Quando eu vi que a gente conseguiu nota quatro, na verdade, eu fiquei muito emocionada, eu chorei”, conta ela, lembrando a reação ao receber o relatório oficial. Para Crislaine, a conquista reconhece não só o trabalho atual, mas também das coordenações anteriores e de todos os envolvidos, docentes e discentes.​

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Pontos fortes identificados

A avaliação da Capes, que considera dimensões como programa, formação e impacto social, destacou vários aspectos positivos do ProfEPT no IFSC. Entre eles, a composição e dedicação do corpo docente, formado por 13 professores permanentes de múltiplos câmpus da instituição, com carga horária mínima de 15 horas semanais exclusiva para o mestrado. “Foi elogiada essa questão do corpo docente e também a variedade desse corpo docente, porque nós somos um programa que acaba envolvendo várias disciplinas, multidisciplinar”, explica Crislaine.​

Outros elogios recaíram sobre o ajuste no processo seletivo, agora restrito a profissionais da área de Educação Profissional e Tecnológica (EPT), e o equilíbrio entre as duas linhas de pesquisa do programa. A qualidade dos produtos educacionais, alinhados a problemas reais da EPT, e a política de acompanhamento de egressos também receberam menções positivas. O planejamento estratégico e o sistema de autoavaliação, articulados nacionalmente com 40 instituições associadas e cerca de 500 docentes, foram igualmente valorizados.​

Processo de avaliação

O ProfEPT, gerenciado pelo Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) e ofertado em rede nacional, passa por etapas rigorosas definidas pela área de Ensino da Capes. Anualmente, há a coleta de dados via plataforma Sucupira, alimentada pelos currículos Lattes de docentes, discentes e egressos, além da elaboração de relatórios quadrienais com destaques de produções. “A gente teve uma visita da CAPES, foi no ano retrasado, em que foi reforçado alguns pontos que a gente precisava mudar”, relata Crislaine, destacando como o programa implementou as sugestões recebidas.​

A autoavaliação interna, envolvendo comitês nacionais e regionais, é outra etapa crucial, especialmente pela escala do programa, que recebe quase mil estudantes por ano. No último processo seletivo no IFSC, foram 190 inscritos para 23 vagas, sinalizando o interesse crescente.​

Representatividade para o IFSC e atração de alunos

Para a coordenadora, o conceito 4 fortalece a visibilidade do programa e abre portas para novas oportunidades. “Essa avaliação, ela vai ter impacto no reconhecimento do ProfEPT pela sociedade”, afirma Crislaine, apontando benefícios como editais da Capes para estudantes estrangeiros e maior atratividade para candidatos. Muitos servidores do IFSC e de instituições como o IFC e a Secretaria de Estado da Educação já são egressos, ampliando o impacto local.​

Como mestrado profissional próprio e dedicado à EPT, o ProfEPT impulsiona a produção teórico-prática na área. Crislaine enfatiza sua relevância para a Rede Federal, com 50% das vagas reservadas a servidores, e exemplos concretos de aplicação, como painéis de monitoramento orçamentário, curricularização da extensão e observatórios de dados de extensão usados no IFSC. “Nós temos muitas pesquisas também nacionalmente que vão trabalhar com o Proeja, com os cursos técnicos, especialmente cursos técnicos integrados ao ensino médio”, exemplifica.​

O programa aborda desde gestão e história da EPT até práticas inclusivas em espaços formais e não formais, propondo soluções para o cotidiano da educação profissional. Com o novo conceito, Crislaine vê potencial para estreitar laços com a educação básica e ampliar a difusão de ideias inovadoras.

 

INSTITUCIONAL CÂMPUS FLORIANÓPOLIS