IFSC recebe representante do Instituto Politécnico de Viana do Castelo para ampliar parcerias em inovação e eletromobilidade

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 27 mar 2026 23:46 Data de Atualização: 31 mar 2026 17:54

O Câmpus Florianópolis do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) recebeu, nesta quarta-feira (25), a visita do professor José Cunha Martins, Senior Business Developer do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), de Portugal. Responsável por fazer a interface entre a academia e o setor empresarial na instituição portuguesa, o pesquisador veio conhecer de perto a infraestrutura de pesquisa, desenvolvimento e inovação do IFSC, com foco na prospecção de novos projetos estratégicos conjuntos.

O encontro também serviu para fortalecer a colaboração internacional visando os Seminários de Eletrônica e Eletrificação Automóvel do Alto Minho 2026. O evento europeu contará com os professores do IFSC, Adriano Andrade Bresolin e Rubipiara Cavalcante Fernandes, do Laboratório de Mobilidade Elétrica (EMOL/DAE), como palestrantes de abertura. O grande destaque da participação catarinense será a apresentação do Projeto Converte — uma parceria entre o IFSC e a CELESC que promove a transformação de veículos a combustão em elétricos, unindo sustentabilidade, capacitação técnica e inovação.

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Integração com o mercado e ensino prático

Durante a visita pelas instalações do Câmpus Florianópolis, o representante português conheceu laboratórios de mecânica automotiva e de mobilidade elétrica. O que mais chamou a atenção do pesquisador foi o modelo de parceria que o IFSC mantém com a iniciativa privada e fundações de fomento. "Eu acho que em termos de parceria institucional, nós temos a aprender com o modelo de ligação às empresas e com o conceito de investimento partilhado e mitigação do risco de inovação. Vocês preparam os alunos para o mercado de trabalho, o que é muito importante. O mercado vai absorver competências", avalia José Cunha Martins.

Ele também elogiou a estrutura dos laboratórios que contam com equipamentos em parceria com empresas como a WEG, destacando os simuladores de carros elétricos. Para o professor, a metodologia do IFSC acerta ao focar no desenvolvimento prático do estudante. "Acho a forma mais certa de ensinar o aluno. Não é passar informação, é dar-lhes as ferramentas para adquirirem conhecimento e não há nada como aliar a teoria à prática", ressalta.

Surpresa com a estrutura e o perfil dos estudantes

Além das inovações tecnológicas, a dimensão do IFSC foi um fator de impacto para o visitante. Acostumado a uma instituição com cerca de 6 mil alunos espalhados por Viana do Castelo em diversas unidades, José ficou impressionado com os números de Santa Catarina, que possui aproximadamente 9 mil alunos apenas no Câmpus Florianópolis. Outro ponto elogiado foi a verticalização do ensino, que permite a um estudante ingressar na instituição aos 15 anos de idade, no ensino técnico integrado, e permanecer até o mestrado — um formato que não é comum na realidade educacional de Portugal.

Sobre o fluxo de intercâmbio entre os dois países, o representante do IPVC vê um enorme potencial de crescimento. Atualmente, o convênio permite que muitos estudantes do IFSC complementem seus estudos em Portugal, e a meta agora é incentivar o caminho inverso. "A parceria é muito benéfica para os dois lados e principalmente para o meu instituto, que aprende com um tipo de aluno diferenciado. Está indo muito aluno para Portugal, mas o contrário não acontece e isso tem que ser alterado. A parceria tem muito para dar frutos para a internacionalização das duas instituições", finaliza.

 

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