Câmpus Lages promove roda de conversa sobre violência contra a mulher

EVENTOS Data de Publicação: 17 mar 2026 09:31 Data de Atualização: 17 mar 2026 09:35

O auditório do IFSC Câmpus Lages, na última quinta-feira (12), se tornou um espaço de escuta e conscientização. A roda de conversa organizada pela professora Ana Maria Roeber, doutoranda em Estudos Feministas, reuniu alunos para discutir os dados alarmantes de violência contra mulher no Brasil, e as nuances das agressões psicológicas, cibernéticas e patrimoniais que muitas vezes precedem a violência física.

A ocasião reuniu estudantes, professores e membros da comunidade para debater a cultura de ódio às mulheres, políticas públicas de proteção à mulher e a importância da educação na prevenção da violência de gênero.

A dinâmica teve como objetivo dialogar sobre a ascensão de discursos masculinistas que disseminam a misoginia e assolam o país. “Estamos no mês das mulheres, mas o que temos para celebrar no meio de tanta violência?", provocou a professora Ana Maria Roeber.

Um dos pontos centrais da discussão são os dados alarmantes de violência contra a mulheres e meninas no Brasil. A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher feita pelo DataSenado revela que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025.

Além disso, o debate abordou a importância das redes de apoio, as conquistas e os desafios da mulher no Brasil, e o papel inegociável das instituições de ensino no combate à violência por meio da educação.

Para os estudantes presentes, o evento foi uma oportunidade de ampliar o olhar crítico sobre a cultura misógina que ainda sustenta a desigualdade de gênero na região. Como parte da ação, o aluno Juliano Glovacki Pessoa Fernandes, do curso técnico de Informática para Internet, apresentou uma música em homenagem às servidoras do IFSC Câmpus Lages.

“É muito importante olharmos para os pontos discretos de uma violência pois ela não é só física, mas também psicológica, virtual e verbal”, pontuou Juliano. “Quando uma mulher sofre alguma violência, é essencial demonstrar apoio, sermos ouvintes, e nunca culpabilizar a vítima”, concluiu.

Se você conhece alguma mulher que está passando por uma situação de violência, denuncie. A denúncia pode ser feita a qualquer momento pelo número 180 (Central de Atendimento à Mulher), um canal que oferece proteção para mulheres vítimas de violência.

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