IFSC implementa nova matriz para distribuição de recursos da alimentação escolar

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 02 abr 2026 14:27 Data de Atualização: 02 abr 2026 15:11

O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) conta com uma nova metodologia para o repasse de recursos financeiros destinados à alimentação estudantil em 2026. A chamada Matriz de Distribuição de Recursos da Alimentação Escolar (MDAE) foi instituída, por meio da Instrução Normativa Nº 10/2026, para garantir que a divisão do orçamento entre os câmpus ocorra de forma mais justa, transparente e previsível.

No IFSC, a alimentação escolar segue as diretrizes do Programa de Segurança Alimentar do Estudante (PSAE). O objetivo é ir além da oferta do lanche, promovendo também a Educação Alimentar e Nutricional.

O cardápio e a forma de distribuição (como kits ou refeições) são acompanhados por nutricionistas e organizados pelas Comissões Locais de Alimentação, que contam com a participação de servidores e alunos voluntários.

Entenda como funciona o orçamento

A alimentação no IFSC é financiada por duas fontes principais:

• Recursos Federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (PNAE): destinadas a alunos da educação básica (ensino médio e técnico). Os valores diários por estudante foram atualizados este ano pela Resolução CD/FNDE nº 01/2026:

  • Ensino médio, fundamental e EJA: R$ 0,57
  • Ensino em tempo integral: R$ 1,57
  • Atendimento Especializado (AEE) no contraturno: R$ 0,78

• Recursos Federais da Política Nacional de Assistência Estudantil (Ação 21IV) : Verba específica para alimentação escolar, prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) dentro das ações de Assistência Estudantil. Este recurso suplementa o PNAE, garantindo que estudantes de graduação e pós-graduação também tenham acesso à alimentação, assegurando a segurança alimentar como um direito de todos.

O que é a Matriz de Distribuição (MDAE)?

A matriz é a ferramenta técnica que define quanto cada câmpus recebe da "Ação 21IV". Para 2026, o orçamento previsto para esta ação é de R$ 903.964,00. A divisão não é feita apenas pelo número de estudantes, mas sim por três indicadores principais, com diferentes pesos:  

  • Consolidação das ações (60%): Avalia como o câmpus organiza e executa seu Programa de Segurança Alimentar.<
  • Público atendido (30%): Baseia-se no número total de matrículas equivalentes
  • Agricultura Familiar (10%): Premia o câmpus que compra alimentos de produtores locais, incentivando uma alimentação mais fresca e saudável.

De acordo com o diretor de Assuntos Estudantis, Guilherme Koerich, a adoção dessa matriz busca corrigir distorções históricas e garantir que o recurso chegue onde há maior demanda e eficiência na gestão, promovendo a equidade entre as diferentes unidades do IFSC.

Como participar

Os estudantes podem colaborar com a melhoria da alimentação escolar participando das comissões locais e acompanhando a execução dos recursos no seu câmpus. A alimentação é um direito de todo estudante matriculado no IFSC.

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