Egresso do IFSC Caçador é selecionado para rede internacional de talentos da Universidade de Stanford

INTERNACIONAL Data de Publicação: 13 mar 2026 10:14 Data de Atualização: 13 mar 2026 19:38

O recém-egresso do curso superior de Sistemas de Informação do Câmpus Caçador do IFSC, Ricardo Franco, foi selecionado para integrar a Stanford LC Talent Network, iniciativa do Lemann Center na Pós-Graduação em Educação da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA). Com programas de mestrado, doutorado e MBA, a rede reúne jovens talentos brasileiros e os conecta a oportunidades internacionais nas áreas de educação, pesquisa, políticas públicas e impacto social.

Para ingressar na rede, Ricardo participou de um processo seletivo que envolveu a apresentação de currículo e a avaliação de competências. Segundo ele, a candidatura buscou destacar sua experiência e seus interesses nas áreas em que pretende atuar.

“O processo consistiu no envio de uma candidatura apresentando minha jornada acadêmica e profissional. A inscrição incluiu o compartilhamento de informações sobre minha trajetória, interesses e projetos relevantes, além da realização de um teste de proficiência em inglês como parte da avaliação”, explica.

Para o egresso, participar da Stanford LC Talent Network representa a oportunidade de se conectar com pessoas que buscam gerar impacto positivo no país por meio da educação, da pesquisa e da inovação. Ele afirma que espera aprender com uma comunidade acadêmica e profissional de alto nível, trocar experiências e ampliar sua capacidade de contribuir com iniciativas que promovam o desenvolvimento e a transformação do Brasil.

Experiências no IFSC contribuíram para a trajetória

Ricardo destaca que a formação no curso de Sistemas de Informação do Câmpus Caçador foi fundamental para seu desenvolvimento. Ao longo da graduação, ele participou de diversas atividades que contribuíram para ampliar seus conhecimentos técnicos e desenvolver habilidades.

“Durante o curso, também tive a oportunidade de me envolver em diferentes iniciativas acadêmicas, como atuar como aluno pesquisador em um projeto da área da saúde, ser bolsista de extensão em um projeto voltado ao uso de jogos para o ensino de matemática, além de atuar como monitor de algoritmos, líder de turma e presidente de uma empresa júnior. Essas experiências contribuíram tanto para meu desenvolvimento técnico quanto para o fortalecimento de habilidades de colaboração, ensino e liderança”, avalia.

O egresso também ressalta a importância do apoio recebido de professores e gestores do câmpus ao longo de sua formação. Ele menciona docentes que marcaram sua trajetória acadêmica, como Sayonara Varela e Eduardo Villar, nas disciplinas da área de administração; Jair Ferronato, em Programação Orientada a Objetos; Cristiano Garcia, professor de Big Data e Analytics e coorientador de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC); e Eli Lopes da Silva, seu orientador no TCC. “Também agradeço à diretora Daniela Ullrich e a todos os demais professores do IFSC Câmpus Caçador, que tiveram um papel fundamental na minha formação”, complementa.

Atualmente, um dos principais interesses de Ricardo está na relação entre tecnologia e educação, especialmente nas áreas de dados, inteligência artificial e machine learning. Para ele, essa motivação nasceu do papel que a educação teve em seu desenvolvimento. “Meu interesse nessa interseção surgiu de forma bastante natural ao longo da minha vida”, afirma. Ele explica que, como pessoa autista que foi não verbal na infância, sempre acreditou “no poder do estudo, da exposição e da educação como ferramentas de transformação”.

Na rede internacional da Stanford LC Talent Network, ele pretende ampliar o diálogo com profissionais de diferentes áreas e aprofundar conhecimentos sobre como dados e inteligência artificial podem contribuir para melhorar processos educacionais e ampliar oportunidades de aprendizagem, especialmente em contextos como o brasileiro. Para estudantes que desejam seguir trajetórias acadêmicas semelhantes, Ricardo destaca a importância de aproveitar as oportunidades que aparecem ao longo do percurso.

“Meu conselho seria aproveitar ao máximo o ambiente acadêmico. Participar de projetos de extensão, pesquisa, empresa júnior e outras iniciativas ajuda a desenvolver experiência prática e ampliar a visão sobre diferentes áreas. Também acho importante estudar e se aprofundar nas áreas que despertam interesse profissional. Independentemente de qual seja a área, vai chegar um momento em que essas duas coisas vão começar a se encontrar”, finaliza.

Reconhecimento da qualidade da formação

Para o coordenador do curso de Sistemas de Informação do Câmpus Caçador, professor Eduardo Villar, a conquista do egresso representa um reconhecimento da qualidade da formação oferecida pelo IFSC e da capacidade de seus estudantes de se destacarem no cenário internacional.

“Trata-se de uma conquista que evidencia que estudantes formados em instituições públicas brasileiras, como o IFSC, possuem condições de competir e se destacar em redes acadêmicas internacionais de alto nível. Esse tipo de reconhecimento também é uma chancela de que a formação recebida no curso é consistente e alinhada a desafios contemporâneos relacionados à tecnologia, educação e impacto social”, destaca.

O docente também ressalta que Ricardo teve uma trajetória acadêmica de destaque durante o curso. Ele revela que o estudante concluiu a graduação com o maior índice acadêmico de sua turma e recebeu o Prêmio Mérito Acadêmico durante a formatura. Além disso, participou ativamente de projetos e programas institucionais do IFSC.

Eduardo explica que o curso busca oferecer uma formação sólida em computação e sistemas de informação, combinando fundamentos técnicos com uma visão crítica sobre o papel da tecnologia na sociedade. “Além da base científica e tecnológica, incentivamos o desenvolvimento de autonomia intelectual, pensamento analítico, capacidade de resolver problemas complexos e atuação colaborativa”.

Segundo o professor, o curso de Sistemas de Informação estimula a participação dos estudantes em projetos de ensino, pesquisa e extensão, além de iniciativas institucionais que ampliam a formação acadêmica. “Entre essas oportunidades estão projetos de iniciação científica, programas de extensão, participação em eventos acadêmicos e também iniciativas de internacionalização, como o programa de Intercâmbio Virtual oferecido pelo IFSC”, exemplifica.

Na visão de Eduardo, conquistas como a de Ricardo têm impacto positivo entre os estudantes que atualmente estudam no Câmpus Caçador. Ele afirma que trajetórias como essa demonstram, de forma concreta, que a dedicação aos estudos e a participação em projetos acadêmicos podem abrir portas para oportunidades nacionais e internacionais.

O docente ressalta ainda que a formação pública, gratuita e de qualidade oferecida pelo IFSC, baseada na articulação entre ensino, pesquisa e extensão, contribui para preparar estudantes para diferentes desafios ao longo da carreira. “Essa estrutura possibilita que os estudantes desenvolvam uma base técnica consistente, aliada à capacidade crítica, autonomia intelectual e participação em projetos acadêmicos e institucionais que ampliam sua formação”, conclui.
 

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